Estou tão cansada dos dias, das horas, do seguimento, de como as coisas tem que ser as vezes, da hora de dormir, da hora de acordar.. dos últimos meses do ano....
Preciso do meu tempo, da minha solidão, dos meus devaneios e até da minha tristeza. Essas coisas afloram minha sensibilidade criativa. Ando preocupada, indecisa, cansada da minha arte, das minhas ideias, do meu espaço. Não funciono sobre pressão. E o pior é que esta vem de mim mesma. Está tudo embraralhado como sempre esteve, está tudo reunido aqui dentro como sempre estará. Não sei fazer sair. Penso, que muito do que quero fazer, sai de mim. Mas cansei de cavucar, cavucar, cavucar, acho que estou precisando um pouco de preenchimento, de tranquilidade, não sentir culpa em só observar e absorver. Parei de escrever, de pintar de tocar... enfim.. abandonei partes de mim por aí. Deixei que fossem embora. E fiquei aqui, cheia de razão.
Hoje sei que esse abandono de mim foi pura falta de persistência. Mas resolvi colocar o olho atrás de uma lente qualquer e só observar as vezes. por enquanto. Sem pressa. Só falta sair o nó. a culpa.

Lissy Elle




Lissy Elle, não achei muita coisa dela, só fotos muito interessantes!! Achei no Flickr.

 



Bula.

Onde flutuam pensamentos delirantes,
Inalar as cores que borbulham na falsa euforia.
Parar! Transbordar e voltar.
Então: O que quiser...
Que sinta!
Que sinta... o que te sente!
Que vá embora se quiser,
e se quiser ficar... que fique!
Fechar os olhos, Relaxar,
e deixar a Popsicodeliaficá,
para degustar gostos e cheiros,
o tempo inteiro.



Lomo!!!!

http://www.lomography.com.br/
(Fotografia e manipulação Digital/ 2010)

Semana Acadêmica das Artes Visuais-UFPEL


Dia 19/10
14h ás 16h
Auditóriio/IAD
" The Man With a Movie Camera" (1929, Dziga Vertov
 Grupo de Pesquisa PhotoGraphien
Acorda. e como era de costume, prepara o cigarro enquanto debruça-se na sacada. Seguindo mentalmente o que poderia ser o resto do seu dia. Escovar os dentes. colocar água nas plantas. (talvez). Comer. estudar. dormir... De repente volta nas plantas e percebe que Pimentines, uma pimenta que vivia em uma velha chaleira, estava morta. Terá sido sede? Falta de atenção? Realmente... havia dias que não lembrava dela em meio aos seus conflitos diários. Pimentines era muito querida apesar de ter sido deixada lá por um ser desvairado que fingia se importar com ela...
-Pobre Pimentines..! Agora estava bem morta mesmo...
Lembrou-se de repente que ainda era cedo e que morgar um pouco poderia ser um bom remédio para o ocorrido. Foi até o quarto arrastando os chinelos e voltou a dormir. Em breve não lembraria de mais nada.


Um trecho da "Vida de uma pimenta"